Recolhe o dia aos campos e à cidade,
A Tarde... E num crepúsculo de beijos,
—Que o sol dlança a boca aos meus desejos,
As horas vão morrendo com saudade.
E o9 dia lembra — que é chegado ao fim,
Ao Pintor de Penumbras a que venha...
E como deixa nos altos da montanha
O Sol, a Tarde, afasta-se de mim.
Vai lone a aça de oiro e pedrarias
Das voluptuosas, bêbadas manhãs,
Do grande Soll heróico dos bons-dias!
E ao recair das horas, pelo Outono,
As coisas choram lágrimas cristãs
Sob as cinzas da tarde, ao abandono.
Afonso Duarte

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