Você,fez de repente descobrir-me
no tempo.
Antes, vivia eu no espaço,
que é fácil e deslizante.
Você me fez sair do espaço e
penetrar no tempo.
E penetrar no tempo,
é mister de grande responsabilidade.
É descobrir outra dimensão além
dos dedos das mãos.
É como se algo mais denso se tivesse
criado sob a couraça da casca.
Algo no entanto,mais tênue
que uma membrana.
Algo como um centro,às vezes móvel,
é verdade, mas um centro
de dor colorido.
Algo mais que uma nebulosa,
algo assim pulsante,
que se entreabre em sementes.
Você me fez perder os limites
da ilha onde eu vivia facilmente.
Me fez esquecer de onde sopram os tufões
e também de como o náufrago se salva.
Já sei que o tempo em mim destila,
que no tempo me desloco,que no
tempo me diluo, e eis o meu dilema...
Você é para mim, uma pedra
que não precisa exibir preciosidade
pois já não cabe em preços.
É como uma ave que canta,não
para se denunciar, mas para amanhecer.
Você me fez passar da reta à curva,
da quantidade à qualidade,
do espaço ao tempo.
Você me fez chegar
ao primeiro grande patamar.
É mais que poder olhar para trás.
Você , me fez abismar.
Por isso,para ter você, eu sei,
é preciso ter asas,
e sobre o abismo, voar.........
(Jony Flyboy)

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